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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

3ª Guerra Mundial

"E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim" [Marcos 13:7 ACF].

Este é um assunto um tanto quanto batido dentre os que se interessam por escatologia e teorias da conspiração. Assim como muitos outros, tendo a ser um pouco cético, ou talvez apenas um pouco mais prudente, quanto a esse assunto devido à quantidade de diferentes teorias existentes. Facilmente encontramos vídeos na Internet dizendo que está ocorreria em 2013, 2012, enfim, desde 11 de setembro de 2001, as "profecias" para isso passaram a ser anuais. Hoje é 6 de fevereiro de 2014 e até agora não vi nenhuma manifestação dessa guerra.


Por anos, nomes como Saddam Hussein, Muammar Gaddafi, Osama bin Laden, Yasser Arafat, Fidel Castro, Mahmoud Ahmadinejad, Josef Stalin estiveram listados, por teóricos da conspiração e pregadores dos finais dos tempos, como beligerantes em um possível (e já previsto) conflito global. Os anos passaram e nenhum desses está mais no poder - com exceção de Castro e Ahmadinejad, os demais já estão mortos. 


Esses fatos fazem com que qualquer informação pertinente a isso que apareça seja vista como uma mentira, ou apenas como uma "possível (ou pouco-possível)" verdade. O estudo da escatologia requer humildade e qualquer afirmação deve ser feita com muita cautela e muita fundamentação, pois a Bíblia não é clara no que concerne a alguns detalhes desse conflito.


Há um documento, sobre o qual falaremos agora, muito conhecido de grupos antimaçônicos e teóricos da conspiração. É uma suposta carta, escrita em 15 de agosto de 1871, de Albert Pike (um dos mais destacados Soberanos Grandes Comendadores do Supremo Conselho dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito da Jurisdição Meridional dos Estados Unidos da América, líder do Supremo Conselho por trinta e dois anos ininterruptos) a Giuseppe Mazzini (maçom italiano, político de um movimento unificador da Itália no século XIX chamado Rissorgimento e fundador da MAFIA, cuja sigla significa Mazzini Autorizza Furti, Incendi, Avvelenamenti, ou Mazzini Autoria Furto, Incêndio e Envenenamento).

Nessa carta, Pike relata a Mazzini um plano de implantação de um governo mundial de filosofia luciferiana. Para tal, três guerras mundiais deveriam ocorrer. Segue abaixo, as descrições das três guerras:

"A Primeira Guerra Mundial deve decorrer de forma a permitir que os Illuminati derrubem o poder dos Czares da Rússia e garantir que esse país se torne um bastião do comunismo ateísta. As divergências causadas pelos agentes Illuminati entre a Alemanha e a Inglaterra serão usados para fomentar esta guerra. No final da guerra, o comunismo será criado e usado de forma a destruir outros governos e ainda para enfraquecer as religiões.

"A Segunda Guerra Mundial deve ser fomentada por forma a tirar vantagem das diferenças entre os Fascistas e os Sionistas políticos. Esta guerra tem de surgir de forma a que o Nazismo seja destruído e o Sionismo político se torne forte suficiente para instituir um Estado soberano de Israel na Palestina.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o comunismo internacional tem de se tornar forte suficiente de forma a contrabalançar a Cristandade, o qual deverá então ser refreado e contido em cheque, até ao momento em que nós voltaremos a necessitar dele para o derradeiro cataclismo social.

"A Terceira Guerra Mundial tem de ser fomentada de forma a tirar vantagem das diferenças causadas pelos agentes Illuminati entre os Sionistas políticos e os líderes do mundo Islâmico. Esta guerra tem de ser conduzida de forma a que o Islão (Mundo Árabe Muçulmano) e o Sionismo político (Estado de Israel) se destroem mutuamente. Entretanto as outras nações, mais uma vez divididas nesta matéria serão constrangidas a lutar até ao ponto de completa exaustão física, moral, espiritual e econômica. Nós iremos então libertar os niilistas e os ateus, e então iremos provocar um formidável cataclismo social em que em todo o seu horror mostrará claramente a todas as nações as consequências do ateísmo absoluto, origem de selvajaria e agitação sangrenta.

"Então por todo o lado, os cidadãos, obrigados a se defender eles próprios contra as minorias revolucionárias, irão exterminar esses destruidores da civilização, e a multidão, desiludida com o Cristianismo, cujos espíritos ficarão a partir desse momento sem compasso ou direção, ansiosos por um ideal mas sem saber para onde direcionar essa adoração, irão receber a verdadeira luz da manifestação universal da doutrina pura de Lúcifer, trazido finalmente aos olhos do público. Esta manifestação será resultado de um movimento reacionário geral no qual se seguirá a destruição da Cristandade e do ateísmo, ambos conquistados e exterminados ao mesmo tempo".

Sobre a descrição da primeira guerra, historiadores reconhecem a influência de Otto von Bismark (chanceler alemão ligado à Maçonaria que teria, junto com Albert Pike, Giuseppe Mazzini e Lord Palmerston) para o início da Primeira Guerra Mundial, através dos conchavos que fez (entre 1871 e 1898) com diversos países (após o assassinato de um herdeiro ao trono austríaco por um estudante nacionalista sérvio), levando-os à guerra.

Após a Segunda Guerra Mundial o Comunismo fortaleceu-se o suficiente para avançar sobre governos fracos. A Conferência de Potsdam, entre os vitoriosos da Segunda Guerra Mundial, realizada entre Harry Truman (EUA), Josef Stalin (Rússia) e Winston Churchill (Inglaterra), basicamente "jogou" nas mãos da Rússia comunista boa parte da Europa. Além disso, durante a guerra, a Rússia, no intuito de combater os japoneses, deflagrou a Operação Tempestade de Agosto (em 8 de Agosto de 1945), invadiu a Manchúria (norte da China) e derrotou o exército japonês, que dominava essa região e o norte da Coréia. Com a derrota do Japão, a regiões da Manchúria e do norte da Coréia (que hoje é a Coréia do Norte) passaram a ser dominadas pela então formada URSS (União das Repúblicas Socialista Soviéticas) e disseminando em seu meio a filosofia comunista.

Desde os ataque de 11 de setembro de 2001 aos EUA, vê-se um crescimento sem precedentes da instabilidade entre Judeus e Muçulmanos (árabes e palestinos), o que está em linha com o que foi exposto sobre as causas da possível Terceira Guerra Mundial. E em paralelo, vemos aumentando grandemente as dissenções entre cristãos e ateus nos últimos anos, fomentadas pelas atuais discussões de idéias liberais e humanistas. Os conflitos verbais entres os grupos tem se tornado mais inflamados e vemos claramente, em ambos os lados, uma intolerância crescente. Vale salientar que muitos dos pontos de discórdia entre os grupos têm se tornado material de leis governamentais, o que aviva ainda mais o fogo da discórdia.

Essa carta estaria na livraria do Museu Britânico em Londres (até 1977) e teria sida copiada em 1925 pelo Cardeal Caro y Rodriguez (de Santiago, no Chile) e posteriormente divulgada por um oficial naval canadense chamado William Guy Carr. O Museu, todavia, lançou nota afirmando que nunca tivera tal documento em suas posses.

Essa carta, no entanto, é tida como fraudulenta por entidades pró-maçonaria. Os que defendem essa hipótese afirmam que foi elaborada por Léo Taxil (pseudônimo de Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès), um controverso escritor francês que teria entrado na Maçonaria para denunciar suas práticas - foi expulo em dez meses, não chegando sequer ao primeiro grau. Posteriormente, teria vindo a público e dito que muitas de suas afirmações outrora feitas eram fraudulentas. Dentre elas, a tese de que a Maçonaria seria satanista e adoradora de uma entidade chamada Baphomet e que a Ordem Palladium (ordem hermética  e satanista reformada por Albert Pike) não existia.

Mas há dois detalhes que devem ser considerados:

  1. Segundo os que acreditam que a carta é fraudulenta, Léo Taxil teria elaborado em documento em 1907, ou seja, antes mesmo da Primeira Guerra Mundial. A visão apresentada no documento mostrou-se muito coerente com os fatos que vieram a ocorrer posteriormente nas duas primeiras batalhas descritas;
  2. Sobre suas afirmações acerca de Baphomet e da Ordem Palladium, onde dissera que eram invenções suas, vemos testemunhos de vários ex-maçons e ex-satanistas que descrevem situações exatamente iguais às supostas fraudes de Léo Taxil.

Este é um tema que não se esgota. Para cada hipótese encontrada, encontram-se quase a mesma quantidade de antíteses, o que torna o trabalho investigativo um tanto quanto penoso.

Destaquei esse texto por acreditar em sua veracidade; quando avalio o tema de maneira ampla, e não apenas os fatos concernentes a essa carta, vejo serem as hipóteses mais coerentes do que as antíteses. Todavia, é imprudente de minha parte afirmar ser esse documento de uma veracidade apodítica, incontestável. Mas ratifico minha posição a favor do mesmo com base nos fatos apresentado.

De qualquer forma, independente da veracidade ou não do texto, a Bíblia fala de um momento chamado de Grande Tribulação que, segundo o próprio Cristo, será "uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá" [c.f. Marcos 13:19 ACF].

Considerando o cenário, temos que buscar a plena comunhão com Deus e falar do amor de Cristo àqueles que amamos, para que possamos nos alegrar ao vê-Lo vindo em poder e glória, e não fazer como as nações que lamentarão a ver Seu sinal (Mateus 24:30, Apocalipse 6:15-17).

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

"Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão" [1 Tessalonicenses 5:1-4 ACF].



Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Real Segredo da Maçonaria

"Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" [Efésios 6:12 ARA].

A Maçonaria é uma fraternidade auto-definida discreta. Mas desde sua origem oficial (em 24 de junho de 1717, na Taverna A Macieira em Londres), sua "real" origem continua um mistério. Especula-se sobre sua origem, dividindo sua história em três fases: Maçonaria Primitiva (para eles, teria suas origens ligadas a seitas ocultistas do antigo Egito, aos Cavaleiros Templários ou até mesmo à construção do Templo de Salomão), Maçonaria Operativa (remonta aos pedreiros da Europa Antiga) e Maçonaria Especulativa (atual).

De qualquer forma, é esse clima de mistério que torna a Maçonaria tão atraente, tanto para os de fora (que pouco ou nada conhecem) quanto para os de dentro (que acham que conhecem e querem conhecer mais). Um ponto criticado pela Igreja Cristã e seus membros acerca da Maçonaria é a existência de muitos símbolos, rituais e conhecimentos secretos.

Esse mesmo clima de mistério tem desviado a atenção das igrejas e dos cristãos acerca do real segredo da Maçonaria. Temos visto muitos cristãos, para sanar sua curiosidade, atraídos por "segredos" como apertos de mão secretos, símbolos ocultos, rituais iniciáticos, frases e abreviações que identificam seus membros. São esses mesmos segredos que atraíram grande parte dos membros dessa fraternidade e tem os mantido lá. Tudo isso, na verdade, não representa mistério algum; uma simples busca na internet é suficiente para nos mostrar cada um desses "segredos". Não podemos julgar a espiritualidade de ninguém apenas pelo fato de ter um aperto de mão secreto com os amigos e algumas frases engraçadas que os identificam.

O problema da Maçonaria, que é de fato escondido dos cristãos e de até 99% dos maçons, é a verdadeira doutrina da Fraternidade. Vê-se doutrinas ocultistas da Cabala Judaica e da Bruxaria, seus grandes pensadores, como Aleister Crowley, Giuseppe Mazzini, Albert Pike, estiveram envolvidos com atividades antibíblicas (seitas ocultistas, satanismo, crime organizado, etc), muitos de seus símbolos são utilizados em diversos movimentos ocultistas (Wicca, Satanismo, Druidismo, etc).

Dentre os pontos doutrinários, vamos destacar apenas alguns:
  • Árvore da Vida (Sephiroth) e Árvore da Morte (Qliphoth): doutrina cabalística derivada do conceito da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal que, de forma resumida, trata de uma representação abstrata e não manifestada da divindade, que é incompreensível à mente humana. Para se ter uma ideia, na árvore da morte, uma das esferas (ou frutos) do conhecimento que são as sephiroth malignas (como são chamadas as qliphoth) é Samael, ou seja, Lúcifer; ele fica no terceiro nível. Isso passa uma ideia de que ele "não é tão mau", pois há, nesse contexto, sete entidades mais poderosas que ele;
  • Olho de Moloque (Olho de Hórus, Olho que tudo vê, Olho de Rá, Olho da Providência): é um símbolo de proteção e poder, pois representa, para a Maçonaria (e outras seitas que utilizam esse símbolo) o olho de seu deus, olhando para a humanidade. Simboliza a onisciência divina e tem ligação com o Delta Radiante (outro símbolo maçônico, em forma de triângulo). Para entender o teor disso, uma busca na Bíblia pode mostrar o Deus pensa acerca de Moloque.
  • Magia Transyuggothiana: é uma forma de projeção astral além dos limites de nosso sistema solar. Acreditam que Deus (o Deus da Bíblia) atua apenas até os limites de nosso sistema solar e que além do planeta Plutão, onde Deus supostamente não teria mais poder, existem deuses muito mais poderosos e muito mais mortais do que Deus e o Diabo. Através da magia transyuggothiana tenta-se alcançar esses deuses em busca de conhecimento e poder.
Além desses, outros pontos como o "Pai do Templo da Paz de Todos os Homens" (conhecido por Baphomet), o culto a Sírus (estrela alfa da constelação de Cão Maior, ou Canis Major, que representa o deus egípcio da violência, da desordem, da traição, do ciume, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes, chamado Seth, ou Set), e tantos outros, possuem um alto nível de conhecimento ocultista e, portanto, antibíblico.

Em outro momento discutiremos de forma mais específica a questão dos Illuminati, que representa uma Fraternidade Secreta dentro da própria Maçonaria, onde seus iniciados possui características muito distintas:

  1. São de sangue nobre, ou seja, são de alguma família importante nas rodas do poder político e da própria Maçonaria, ou têm posições importantes dentro de grandes corporações; ou
  2. Possuem grande envolvimento em seitas ocultistas e satanistas, devendo estar filiado a algum Rito Maçônico; ou
  3. Possuem tanta influência (política, militar, social ou religiosa) que são convidados sem a necessidade de estar na Maçonaria.

Toda essa doutrina é muito confusa e, por conta disso, abre precedente para diversas interpretações. Isso, por sua vez, faz com que qualquer refutação não seja considerada, pois aquele que a faz teria, segundo seus adeptos, um conhecimento limitado e estaria interpretando errado o significado dessas doutrinas. Vale ressaltar, no entanto, que, por conta do caráter secreto da maçonaria, apenas uma minoria tem acesso a esse nível de informação. Dentro da Maçonaria há, se podemos dizer dessa forma, "camadas" e quem está nas camadas mais externas não tem acesso ao que ocorre nas camadas mais internas, e são nas camadas internas da Maçonaria que o Maçon tem acesso às informações mais ocultas. Geralmente, quem se envolve a esse ponto já passou do grau 33 - apenas a título de curiosidade, o Rito Antigo e Primitivo (ou Rito de Memphis-Misraim, supostamente originado no antigo Egito) possui 97 graus.

Essa confusão, no entanto, serve como a principal arma de satanás para prender seus adeptos nessa teia de mentiras e perdição. Isso tudo, além de atrair os membros cada vez mais para o fundo em busca de conhecimento e poder, impede que os mesmos tenham uma visão clara do que realmente ocorre por trás da Maçonaria e qual é sua verdadeira luz: Lúcifer. Para eles é passado que Lúcifer "não é tão mau assim", pois estaria apenas servindo para prover e equilíbrio necessário entre as forças do bem e do mal. Além disso, é passado que Deus é mau, pois permite tantas atrocidades em meio à humanidade e que Lúcifer apenas cumpre suas ordens. Ou seja, as reais intenções do diabo sempre são ocultadas de seus membros; cada "novo segredo" adquirido nos graus que se seguem dentro do rito apresenta uma nova história, tão mentirosa quanto a anterior. Com isso, torna-se impossível (a não ser pela graça e pelo poder de Cristo) enxergar o cenário real.

Esse sim é o real segredo da Maçonaria, um segredo oculto apenas a seus membros, mas muito claro àqueles que conhecem verdadeiramente as Escrituras. Vemos esse segredo em textos como 2 Coríntios 4:42 Coríntios 10:4, Efésios 2:2, Efésios 6:12, João 12:31, João 16:11.

Portanto, oremos para que os enganos do diabo possam ser trazidos à luz de Cristo e que tantos que estão nas trevas possam ver a Verdadeira Luz (c.f. Tiago 1:17) e abandonar a luz satânica que tem "iluminado" seus caminhos.

"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" [Romanos 12:2 NVI].



Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ARA: Almeira Revista e Ampliada
NVI: Nova Versão Internacional

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cristianismo e Maçonaria

"Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" [Mateus 4:10 ACF].

O tema "Maçonaria" nunca foi superado pela igreja, pelos cristãos. É um assunto que de tempos em tempos volta a ter destaque no meio evangélico. Muita especulação é observada, mas também pudera, estamos falando de uma organização secreta, quer dizer, discreta (como eles mesmos afirmam). Muitos afirmam que é só uma fraternidade homens bens-sucedidos e voltados à filantropia, outros afirmam ser uma sociedade satanista.

Não é o foco do presente texto discursar sobre as questões ocultas da Maçonaria, mas sim sua compatibilidade com a doutrina de Cristo. A própria Maçonaria afirma ser possível um Cristão ser Maçon; algumas igrejas concordam, outras não! Mas ao analisarmos as características da Maçonaria à luz das Escrituras podemos chegar ao veredito, pautado na Verdade.

A própria história da Maçonaria possui pontos de discordância entre seus membros. Sua origem é uma incógnita; uns afirmam que surgiu na Escócia, outros, em Londres. Há quem diga que a real origem da Maçonaria está relacionada à construção do tempo de Salomão, cuja história é observada em 1 Reis 6. Essa afirmação, no entanto, pode ser refutada facilmente. Primeiro, escritores maçons como Albert Pike e Jorge Buarque Lira dizem que as verdadeiras origens da Maçonaria estão ligadas a religiões místicas do Oriente. Além disso, em 2 Crônicas 7 vê-se claramente que o Templo está relacionado à existência de um único Deus, classificando os demais como falsos. Uma vez que a Maçonaria não adora um único Deus, admitindo em seus altares livros de diversas religiões (representando diferentes deuses), não podemos vincular o Templo erguido por Salomão com a origem da Maçonaria.

Um ponto colocado pela Maçonaria que, segundo ele, seria plenamente possível um Cristão ser Maçon é que a Maçonaria não seria uma religião. Vamos analisar, então, alguns detalhes da Maçonaria à luz das Escrituras.

Primeiro, a Maçonaria venera uma divindade chamada GADU (Grande Arquiteto do Universo), que mais adiante em seus ritos é apresentada como Jahbulon (que é uma união de JAH, nome de Deus no Salmo 68:4; BAAL, divindade cananeia adorada por Jezabel e condenada por Deus, como vemos em 2 Reis 10:27; ON, que simboliza Osíris, divindade adorada pelo antigos egípcios, de quem a Maçonaria tomou diversos simbolismos). Esse nome (Jahbulon) é adotado também por uma organização ocultista chamada Ordo Templi Orientis, que teve como líder Aleister Crowley (assumidamente satanista). Essa divindade obviamente que não representa YHWH (Javé, Iavé ou Jeová), o Deus da Bíblia, de Abraão, de Isaque, de Jacó. Diz a Palavra: "O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti" [Deuteronômio 6:13-14 ARA]. 

O GADU, dentro da doutrina maçônica, é interpretado como um deus único, mas sem uma definição específica, cabendo a quem o venera definir dentro de sua crença. Por exemplo: para os cristãos, GADU é venerado como Javé, para os muçulmanos é venerado como Alá, para os satanistas, como Lúcifer, e assim por diante.

Segundo, em seus próprios rituais, o livro santo que utilizam em seus altares depende da região geográfica em que está situada a Loja Maçônica (como são chamados seus templos). Em uma nação cristã, adotam a Bíblia como símbolo da presença e do governo de Deus. Contudo, em um país muçulmano, adotam o Alcorão, fazendo com que Alá seja venerado. E assim ocorre em nações com outras religiões. Diz a Palavra: "Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura" [Isaías 42:8 ARA].

Terceiro, a Palavra diz: "Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado" [Lucas 12:2-3 ACF]. Contrariando isso, a Maçonaria, segundo Nicola Aslan e Adolfo Terrones Benitez (reconhecidos escritores maçônicos),  utiliza três pontos (∴) como um artifício para ocultar o conteúdo de seus documentos aos profanos (que, segundo eles, são os que não fazem parte da Maçonaria). A utilização desses três pontos dá-se abreviando as palavras de forma que apenas os maçons tenha ciência de seu conteúdo. Seguem alguns exemplo da utilização desses três pontos: Ap∴ (Aprendiz); Al∴ (Altar); Maç∴ (Maçon); Maçon∴ (Maçonaria); A∴ M∴ (Aprendiz Maçon); M∴ M∴ (Mestre Maçon); S∴ M∴ (Soberano Grão-Mestre); S∴ A∴ do U∴ (Supremo Arquiteto do Universo).

Quarto, no rito iniciático do 1º grau (Aprendiz), é perguntado à pessoa de onde ela vem. A resposta deve ser: "Venho das trevas para a luz".  Diz a Palavra: "Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz" [Efésios 5:8 NVI]. Se um cristão está na luz do Senhor, como podem afirmar que estão nas trevas?

Quinto, Albert Pike em seu livro Morals and Dogma afirmou: "A Maçonaria está em busca da Luz. Essa busca leva-nos direto, como você pode ver, à Cabala". Disse também: "Todas as religiões verdadeiramente dogmáticas surgiram da Cabala e retornam a ela; tudo científico e grandioso nos sonhos religiosos dos Iluministas... todas as associações maçônicas devem a ela seus segredos e seus símbolos". A Cabala é uma filosofia esotérica ligada a várias seitas ocultistas. Além disso, em um livro chamado Os segredos da antiga bruxaria (The Secrets os Ancient Witchcraft - Arnold e Patricia Crowther) encontramos as seguintes palavras: "Nos ritos modernos da feitiçaria, encontramos termos e expressões que também são empregados na Maçonaria, na Alvorada Dourada, e em outras sociedades ocultistas".

Sexto, um dos símbolos tido como "mágico" dentro da Maçonaria para orientação do caminho que percorrem (Caminho do Diácono, como é conhecido) é chamado de "Árvore da Vida". Esse mesmo símbolo é utilizado, além da Cabala (citada anteriormente), em uma ordem ocultista chamada Astrum Argentum, fundada por Aleister Crowley.

Segue abaixo uma representação da Árvore da Vida, utilizada na Maçonaria, na Cabala e na Astrum Argentum:



Sétimo, a Maçonaria alega não ser uma religião, mas possui templos, um deus, doutrinas, batismos, iniciações, votos, altar, adoração, orações.

Oitavo, a Maçonaria nega a divindade de Jesus, colocando-o por igual junto a tantos outros profetas e pensadores. Diz a Palavra: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" [João 1:1, 14 ACF].

Nono, a luz que a Maçonaria procura, segundo Albert Pike, é lúcifer. Veja o que ele disse em seu livro Morals and Dogma: "Lúcifer, o portador da luz... É ele quem porta a luz? Não duvides". Albert Pike, certa vez disse aos conselhos supremos da Maçonaria: "... todos nós iniciantes dos graus superiores devemos preservar a religião maçônica na pureza luciferiana. Se lúcifer não fosse deus, será que Adonai, o Deus dos cristãos, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio dos homens, seu barbarismo e repulsa a ciência, será que Adonai, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, satanás é deus. Assim sendo, a verdadeira e pura religião é a crença em lúcifer, o deus de luz e bondade que está lutando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal".

Por essas  e tantas outras razões (as quais sequer precisam ser mencionadas diante das quais já elencamos no presente artigo) podemos afirmar que um Cristão, verdadeiramente temente a Deus, jamais pode filiar-se à Maçonaria. E uma igreja, comprometida fielmente com a Palavra de Deus, não pode aceitar em seu rol de membros e em seu quadro de obreiros membros da Maçonaria.

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor;E não toqueis nada imundo,E eu vos receberei;  eu serei para vós Pai,E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso" [2 Coríntios 6:14-18 ACF].



Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel
ARA: Almeida Revista e Atualizada
NVI: Nova Versão Internacional