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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Bíblia e a doutrina dos Mórmons

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" [Gálatas 1:8 ACF].

O aspecto mais evidente à primeira vista acerca da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (conhecida como Igreja dos Mórmons) é que não se trata do mesmo evangelho seguido pelos demais cristãos. Essa evidência é vista logo na capa do Livro de Mórmon (um dos quatro livros sagrados dos Mórmons) onde diz ser um "outro testamento de Jesus Cristo" [clique aqui e veja].

Fundada por Joseph Smith, teve suas doutrinas reveladas diretamente a Smith por um anjo chamado "Moroni" (filho de Mórmon), que lhe entregara o Livro de Mórmon escrito em placas de ouro. A própria história da fundação dessa igreja representa uma distorção do princípio bíblico que Paulo apresenta em Gálatas 1:6-9. O fato de basear sua crença em um "outro testamento de Jesus Cristo" descredencia-os de se intitularem "cristãos". Esse outro testamento, que representa o Livro de Mórmon, é visto pelos adeptos dessa seita como mais importante do que a Bíblia. Além do Livro de Mórmon e da Bíblia (que afirmam ser um dos livros sagrados da seita), possuem os livros Doutrinas e Convênios e Pérola de Grande Valor. Há também as "Revelações do Profeta Vivo", que são as revelações que o atual presidente da seita recebe de seu deus e repassa aos seguidores. O apóstolo já nos alertava sobre tais falsos apóstolos, classificando-os como fraudulentos, mas que isso não é surpresa uma vez que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz (c.f. 2 Coríntios 11:12-13).

Dentre as mentiras propagadas por suas literaturas podemos ver:
  • Diz que Deus possui um corpo de carne e osso como nós (Doutrinas e Convênios 130:22). A Bíblia, no entanto, diz que Deus não é homem (c.f. Números 23:19), que Deus é Espírito (c.f. João 4:24);
  • Diz que a Grande Tribulação, que precederá o momento da volta de Cristo, se inciará no estado americano da Carolina do Norte (Doutrinas e Convênios 130:12). A Bíblia não afirma claramente onde começará esse evento, mas Jesus falava de Jerusalém quando o proferiu (ver Mateus 24Marcos 13Lucas 21);
  • Baseado no Livro de Mórmon (em 2 Néfi 2:25) dizem que a queda de Adão não representa algo ruim, pois permitiu aos homens ser felizes e progredir. A Bíblia, por sua vez nos diz em Romanos 5:12-14 que a queda de Adão trouxe morte. Não consigo ver como isso pode ser motivo de alegria;
  • Afirmam que Cristo e o Diabo são irmãos (Doutrina Mórmon por Bruce McConkie). A Bíblia afirma que não há comunhão entre as trevas e a luz (c.f. 2 Coríntios 6:14);
  • Em 3 Néfi 8:1 o Livro de Mórmon afirma que não é possível que alguém faça milagres em nome de Jesus sem que sua vida esteja limpa. Contudo, o próprio Cristo afirma que muitos viriam em Seu nome para enganar a muitos (c.f. Mateus 24:5, 24), seriam falsos cristos e falsos profetas, ou seja, pessoas cujas vidas não são limpas como afirma o Livro de Mórmon que seria;
  • O Livro de Mórmon cita, além dos doze apóstolos que Cristo chamou, mais doze (c.f. 3 Néfi 19:4). Após Néfi ter sido batizado (não há qualquer menção de quem o batizou) ele saiu das águas e passou a batizar os outros onze que Jesus teria escolhido. Após, Jesus teria descido dos céus e, no meio deles, teria concedido o Espírito Santo. Contudo, não há qualquer passagem na Bíblia que mencione esses "outros doze" e nem qualquer evento que fale de outra vinda de Cristo após Sua ascensão no Monte das Oliveiras.
Além disso, uma série de eventos polêmicos e contraditórios marcam a Igreja dos Mórmons e o próprio Joseph Smith:
  • Sobre a primeira visão que Joseph Smith teria tido, não se sabe ao certo quando foi, pois há relatos de ocorrerá quando ele tinha 14 dias, outros textos falam em 15, 16 e 17 anos;
  • Joseph Smith afirma que o Pai e o Filho lhe apareceram em visão. No entanto, Brigham Young (presidente da Igreja dos Mórmons) afirmou que na verdade foi um anjo que lhe aparecera;
  • Em 1832 Joseph reivindicou ter tido só uma visão de Cristo, mas em  1835 outra versão diz que ele viu só um anjo. Na versão de1838 ahistória muda para o Pai e o Filho;
  • Smith, em sua juventude, trabalhava como caçador de tesouros e, por conta disso, já esteve envolvido em diversas confusões e em 26 de março de 1826 foi julgado e preso por fraude;
  • Sua morte também ocorrera de forma polêmica. Smith foi assassinado na Cadeia de Carthage onde cumpria pena por fraude bancária. Antes de ser alvejado pelos disparos que ceifaram sua vida, ele reagiu ferindo cinco de seus algozes com disparos de arma de fogo.
Sobre esses eventos, vemos mentira e violência praticadas por Joseph Smith, indo contra princípios Bíblicos e ensinamentos de Jesus.

Sobre a salvação eterna, o livro de Doutrina e Convênios diz, no capítulo 76, que existe em 3 níveis:
  • Celestial: o mais elevado grau da glória – o céu. Local para os que aceitaram a Cristo, acreditaram em seus ensinamentos, foram batizados e guardaram os Seus mandamentos. Os que herdam o Reino Celestial recebem toda a glória e podem progredir e se tornar perfeitos assim como Deus e Jesus (ver Isaías 42:8 e Isaías 48:11);
  • Terrestre: é o 2º dos 3 graus, destinado àqueles que não tiveram oportunidade de aceitar  o evangelho nessa vida, mas o aceitaram no mundo espiritual. Esses não habitarão com Deus, mas receberão a visita de Jesus e do Espírito Santo;
  • Telestial: local destinado àqueles que não aceitaram a Jesus e seu evangelho e que não se arrependeram de seus pecados. Só serão visitados pelo Espírito Santo (ver Marcos 16:16; Apocalipse 21:8; 2 Tessalonicenses 1:82 Tessalonicenses 2:12; João 8:24; João 3:18, 19, 36; Apocalipse 20:15; João 12:47-48).
Por todas essas falhas teológicas e de caráter de Joseph Smith (visto pelos mórmons como um escolhido do Senhor para a restauração do evangelho de Cristo), o mormonismo não possui credenciais bíblicas que o qualifiquem como igreja de Cristo. Há muitos outros fatos sobre Smith, sobre  a igreja que fundou e sobre sua teologia que ratificam o descredenciamento de Smith e da Igreja dos Mórmons como enviados do Senhor para restauração do evangelho, mas creio que os apresentados já podem testemunhar efetivamente contra a mentira mórmon.

Disse Jesus: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" [João 6:37 ACF]. Portanto, há também salvação para o Mórmons, desde que abandonem suas práticas hipócritas e professem a verdadeira fé em Cristo, tendo em Seu sacrifício o caminho para a salvação (c.f. Hebreus 9:28; Hebreus 10:10, 12).

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" [João 3:16 ACF].



Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A Bíblia e a doutrina das Testemunhas de Jeová (TJ)

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus [...] E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" [João 1:1, 14 ACF].

"Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus [...] A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai" [João 1:1, 14 NTLH].

"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era [um] deus [...] De modo que a Palavra se tornou carne e residiu entre nós, e observamos a sua glória, uma glória tal como a de um filho unigênito dum pai; e ele estava cheio de benignidade imerecida e de verdade" [João 1:1, 14 TNM].

A três passagens anteriores, que apresentam o mesmo texto bíblico (João 1:1 e 14), retratam de forma concreta um dos principais pontos que classifica a organização Testemunhas de Jeová como uma seita cristã herética. Nas duas primeiras, utilizamos duas versões bem distintas da Bíblia e amplamente utilizadas no meio evangélico: 1) a Almeida Corrigida e Fiel (da Sociedade Bíblica Trinitariana), uma tradução a partir do Texto Tradicional (ou Textus Receptus) e feita através da técnica de equivalência formal, e 2) a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (da Sociedade Bíblica do Brasil), uma tradução feita pela técnica de equivalência dinâmica ou funcional a partir do Texto Crítico. Contudo, a teologia expressada em ambas as passagens são semelhantes: confirma a divindade de Cristo, posicionando como UM junto ao Pai, ou seja, ambos são apenas um, são Deus. Para o último texto, no entanto, foi utilizada a versão bíblica feita pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, que é o verdadeiro nome das Testemunhas de Jeová. Nesse texto, vemos extraídas a qualificação divina de Cristo, afirmando que, apesar de estar com Deus, Ele não era Deus, mas apenas um deus e não O Deus; diz também não ser merecedor da benignidade do Pai que estava Nele.

Esse é um ponto doutrinário muito evidente nas Testemunhas de Jeová: negam veementemente a divindade de Cristo e afirmam que é apenas um anjo criado, que é o arcanjo Miguel. Além disso, negam vários ensinamentos centrais do Bíblia: negam a ressurreição corporal de Jesus, negando sua obra redentora; negam que o Espírito Santo é Deus; negam que a salvação é uma dádiva gratuita de Deus, mas que tem que ser conquistada afiliando-se na igreja das Testemunhas de Jeová e trabalhando em sua obra; negam a punição eterna para o ímpio, mas dizem que deixarão de existir; negam que o ser humano possui um espírito que mantém-se consciente após a morte; afirmam que a vida eterna na presença de Deus é apenas para um grupo seleto de 144.000 pessoas; negam a doutrina da Trindade.

Outro ponto forte que nos diz acerta da natureza herética desse movimento é a adulteração das Escrituras Sagradas. Vamos comparar alguns textos entre as versões ACF (cristã) e TNM (TJ).

1. Romanos 9:5 (sobre a divindade de Jesus)

ACF: "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém."

TNM: "a quem pertencem os antepassados e de quem [procedeu] o Cristo segundo a carne: Deus, que é sobre todos, [seja] bendito para sempre. Amém."


2. Colossenses 1:16 (sobre a divindade de Jesus)

ACF: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele."

TNM: "porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, quer sejam tronos, quer senhorios, quer governos, quer autoridades. Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele."


3.  Hebreus 1:8 (sobre a divindade de Jesus)

ACF: "Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino."

TNM: "Mas, com referência ao Filho: “Deus é o teu trono para todo o sempre, e [o] cetro do teu reino é o cetro da retidão."


4. Atos 13:52 (sobre o Espírito Santo)

ACF: "E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo."

TNM: "E os discípulos continuavam cheios de alegria e de espírito santo."


5. Gênesis 1:2 (sobre o Espírito Santo)

ACF: "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas."

TNM: "Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas."


Outro ponto a ser destacado é a quantidade de falsa profecias sobre o fim do mundo. Os seguintes anos já foram previstos por eles: 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975, 2000. Predisseram que abraão, Isaque e Jacó seriam ressuscitados e voltariam à Terra em 1925. Sobre falsas profecias diz a Bíblia: "E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele" [Deuteronômio 18:21-22 ACF]. Contudo, para justificar a falhas nas profecias, utilizam-se do texto de Provérbios 4:18, afirmando que a profecia é progressiva, portanto não estaria totalmente revelada.

Sobre a salvação, dizem que o céu está destinado apenas para os que chamam de "pequeno rebanho", que são os filhos de Deus, composto por 144.000 pessoas eleitas (baseados em uma interpretação equivocada de Apocalipse 7:4). Os demais, os quais chamam de grande rebanho, seriam o netos de Deus, que herdarão um suposto paraíso terrestre.

Além de tudo isso, afirmam que a Bíblia não suficiente para orientar, lançando mão de outras publicações (elaboradas apenas por seus líderes) para complementá-la. São proibidos de ler materiais que não sejam publicados pela Sociedade Torre de Vigia.

Seus lideres mantêm uma postura de imposição de medo em seus adeptos para estabelecer suas doutrinas. Dizem que aqueles que não são adeptos de seus ensinamentos serão destruídos no Armagedon (guerra entre o bem e o mal no final dos tempos). Proíbem a transfusão de sangue, preferindo a morte de um ente querido a essa prática impetrada pela igreja. Qualquer que vão contra essas regras, estariam destinados à destruição no Dia do Juízo Final.

Um ponto de muito destaque em suas práticas é a desassociação dos que são considerados "rebeldes", ou seja, aqueles que abandonam as falsas doutrinas das Testemunhas de Jeová. Nesses casos, os membros são orientados a não mais manter relações com ex-membros, ignorá-los, abandoná-los. Seguem abaixo alguns trechos retirados de publicações da Sociedade Torre de Vigia tradando desse assunto:

Que dizer se o filho começar a proclamar ou profetizar algo contrário à mensagem do Reino e tentar influenciar erradamente a organização, fazendo isto em nome de Jeová? Que devem fazer o pai ou mãe dedicados e batizados? Eles não ousariam deixar suas emoções descontroladas, eles não ousariam poupar mesmo esta pessoa querida cujo nascimento carnal causaram. Têm de lhe declarar a pecaminosidade mortal do seu falso profetizar ou oposição ao profetizar do Reino. Eles não podem aguentar ter mesmo o seu próprio filho falando falsidades em nome de Jeová. Eles têm de o trespassar devido ao seu falso profetizar. Eles têm de considerá-lo como espiritualmente morto para si mesmos, como alguém com quem não se deve ter qualquer associação religiosa e convivência e cujas profecias devem ser rejeitadas. (The Watchtower [A Sentinela], 1.º de outubro de 1961, p. 596 [em inglês]).

Portanto, as Testemunhas de Jeová chamam apropriadamente de “desassociação” a expulsão de tal transgressor impenitente e ser ele depois evitado. Sua recusa de terem associação com alguém expulso, em qualquer nível espiritual ou social, demonstra lealdade às normas de Deus e obediência à sua ordem. (A Sentinela, 15 de dezembro de 1981, p. 18)

Usam expressões associadas a violência. Abaixo um trecho onde lamenta-se que as leis cristãs e seculares proibisse que tais ex-membros fossem mortos:

Nós não estamos vivendo hoje entre as nações teocráticas onde tais membros da nossa relação familiar carnal podiam ser exterminados por apostasia de Deus e da sua organização teocrática, como foi possível e foi ordenado na nação de Israel no deserto do Sinai e na terra da Palestina [...] Estando limitados pelas leis da nação mundana na qual vivemos e também pelas leis de Deus [dadas] através de Jesus Cristo, só podemos tomar ação contra apóstatas até um certo ponto, isto é, consistente com ambos os conjuntos de leis. A lei da terra e a lei de Deus através de Cristo proíbem-nos de matar apóstatas, embora eles possam ser membros do nosso relacionamento familiar de carne e sangue. (The Watchtower [A Sentinela], 15 de novembro de 1952, p. 703 [em inglês]).

Outro trecho (abaixo) mostra o ódio que têm dos "apóstatas": 

Odiadores de Deus e do seu povo devem ser odiados, mas isto não significa que aproveitaremos qualquer oportunidade para provocar dano físico a eles num espírito de malícia ou rancor, pois tanto a malícia como o rancor pertencem ao Diabo, ao passo que o ódio puro não pertence. Temos de odiar no sentido mais verdadeiro, que é encarar com extrema e ativa aversão, considerar como uma abominação, odioso, nojento, detestar. Seguramente quaisquer odiadores de Deus não merecem viver nesta bela terra. (The Watchtower [A Sentinela], 1.º de outubro de 1952, p. 599 [em inglês]).

Essa postura vai totalmente ao desencontro daquilo que Cristo nos disse: "E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" [Mateus 22:37-40 ACF].

Esses são apenas alguns pontos que destacamos para que possamos expor a realidade das Testemunhas de Jeová que, sem base alguma, afirmam ser a verdadeira igreja de Cristo. Não o fazemos para incitar o ódio contra eles, pois se assim o fizéssemos, estaríamos concordando com as mesmas práticas pecaminosas que destacamos aqui. Essa exposição serve para estarmos atento à verdade muitas vezes omissas em suas pregações e para intercedermos junto à Deus para seus olhos sejam abertas e venham para a verdade de Cristo.

"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo" [Tito 3:5].



Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel
TNM: Tradução do Novo Mundo
NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O Abracadabra Gospel

"Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome" [Filipenses 2:9 ACF].

O nome de Jesus, conforme as Escrituras, está acima de todo o domínio (c.f. Efésios 1:20-22); através deste nome os demônios são expulsos (c.f. Atos 16:18), os enfermos são curados (c.f Atos 3:6) e são realizados sinais e prodígios (c.f. Atos 4:30). A este nome todo joelho se dobrará (c.f. Filipenses 2:10); por este nome pecados são perdoados (c.f. 1 João 2:12).

Seu significado é "Salvação" (c.f. Mateus 1:21).

No entanto, temos visto que o nome de Jesus tem sido usado como um amuleto, um patuá, uma palavra mágica que transforma tudo aquilo que Deus rejeita em algo aceitável diante de Seus olhos; isso é uma heresia! A fórmula mágica que tem sido usada é simples: coloca-se o termo "gospel" junto àquilo que é abominável a Deus e... ZÁZ... tudo resolvido! O termo gospel virou algo como abracadabra para muitos cristão. Quando falado, tudo se transforma.

A origem da palavra abracadabra é incerta: não se sabe se possui etimologia aramaica ou hebraica. De qualquer forma, seu significado é: "crio enquanto falo". E é exatamente isso que muitos cristãos têm feito: falam que é santo e sentem que têm criado santidade às mais diversas obras seculares para que possam praticá-las "sem culpa".

A palavra gospel vem do inglês e é uma contração do termo God Spell, traduzido como Letra de Deus, ou Palavra de Deus; utilizada para mencionar as boas-novas de Cristo. No entanto, tem sido muito utilizada para misturar o santo e o profano, dar ao pecado uma cara de santidade, levando muitos cristãos às práticas pecaminosas da carne influenciados por um nome bonitinho, um nome mais gospel... Esses, esquecem-se das Escrituras que afirmam: "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" [Romanos 12:2 NVI].

Um prática sobre a qual muitos cristãos tem borrifado sua fórmulazinha mágica é o Yoga. Através do "Holy Yoga" (ou "Yoga Santo") muitos dizem beneficiar-se das práticas físicas do Yoga, mas proclamando o nome de Jesus. Seu slogan é: "100% Jesus e 100% Yoga". O nome Yoga vem do sânscrito (língua da Índia, com uso litúrgico no hinduísmo, budismo e jainismo) e significa "união". Originado dentro do Hinduísmo (prática religiosa da Índia, onde mais de 300 milhões de deuses são cultuados), o Yoga propõe uma união entre o homem e o universo, através do esvaziamento da mente. Se buscarmos as reais filosofias que orientaram a criação do Yoga, veremos que foi criado por Shiva (um dos deuses da trindade hinduísta: Brahma, Vishnu e Shiva). Seu propósito real é atingir o Moksha, que é a liberação do ciclo de nascimento e morte; é transcender a existência. Essa prática, que tentam mascarar como gospel, que dizem que é para a glória de Deus, foi idealizada para adorar a um deus pagão, em uma cultura politeísta (onde vários deuses são cultuados), que é abominável a Deus. Além disso, vemos a mesma prática no budismo, onde ao invés do Moksha, busca-se atingir o Nirvana, que tem o mesmo significado. Vale salientar que o budismo é uma religião ateísta (ou seja, não se cultua deus algum).

Outra atrocidade que tem ganhado uma falsa designação cristã é o "Pornô Gospel". A proposta dessa prática é a educação sexual para cristãos através de filmes onde o ato sexual é explicitamente apresentado dentro de um "contexto bíblico". Segundo propagadores dessa ideia, os filmes assumem uma conduta bíblica pois é feito apenas com casais que são casados na vida real, não há qualquer relação extraconjugal. Práticas como sadomasoquismo, utilização de "brinquedos" que simulam um órgão genital, etc são proibidas; enfim, apresenta-se apenas práticas, comportamentos e falas que sejam respeitosos e admitidos pela Bíblia. Contudo, se definirmos a palavra "lascívia" veremos que é a característica daquilo que possui inclinação à sensualidade e ao despudor. Um ato sexual veiculado para apreciação de terceiros, mesmo que através de comportamentos de respeito mútuo que os cônjuges que apresentam tal ação, incita a lascívia, pois quem assiste vê a nudez de outro em um ambiente onde o objetivo é criar um sentimento de erotismo entre os cônjuges. Sobre isso, diz a Palavra: "Receio que, ao visitá-los outra vez, o meu Deus me humilhe diante de vocês e eu lamente por causa de muitos que pecaram anteriormente e não se arrependeram da impureza, da imoralidade sexual e da libertinagem que praticaram" [2 Coríntios 12:21 NVI]; "Tendo perdido toda a sensibilidade, ele se entregaram à depravação, cometendo com avidez toda espécie de impureza" [Efésios 4:19 NVI]; "Você sofrerá as conseqüências da sua lascívia e das suas práticas repugnantes, palavra do Senhor" [Ezequiel 16:58 NVI]; "Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem" [Gálatas 5:19 NVI].

Dentro do mesmo balaio do "Pornô Gospel" está o "Pole Dance for Jesus"; uma dança sensual praticada em bares de Strip Tease, mas, segundo seus adeptos, utilizada de forma a fazer as mulheres se sentirem bem consigo mesmas, sendo uma extensão da religião. Essa besteira tem sido ensinada em igrejas ditas cristãs. Estão trazendo para a igreja aquilo que é desejado no mundo. Diz a Palavra, como condenação do Senhor: "Além disso, todos os líderes dos sacerdotes e o povo se tornaram cada vez mais infiéis, seguindo todas as práticas detestáveis das outras nações e contaminando o templo do Senhor, consagrado por ele em Jerusalém" [2 Crônicas 36:14 NVI]; "Havia no país até prostitutos cultuais; o povo se envolvia em todas as práticas detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas" [1 Reis 14:24 NVI].

Já temos também Artes Marciais Gospel, Boteco Gospel, Balada Gospel, etc. São práticas totalmente desvinculadas do conceito de religião. Não podemos atribuir a elas um caráter cristão apenas por que são praticadas por quem crê em Cristo. Cabe a cada um julgar se deve ou não fazer parte disso. "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam" [1 Coríntios 10:23 ACF].

Estes são só alguns exemplos do que temos visto dentro de algumas igrejas. Temos que ter em mente que o nome de Jesus, ou o termo Gospel, não são palavras de ordem que torna santo aquilo que é impuro, ou que autorizam os cristãos a praticarem aquilo que Deus abomina. Vale ressaltar que não há um "Inferno Gospel", e aqueles que praticam as obras que são abomináveis ao Senhor receberão Seu julgamento, sendo "gospel" ou não.

"Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres" [Apocalipse 2:5 ACF].


Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel
NVI: Nova Versão Internacional

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Como identificar uma seita?

"No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda" [2 Pedro 2:1-3 NVI].

Antes de vermos como identificar uma seita ou uma heresia, vamos conceituar esses termos no intuito de evitarmos desentendimentos.

O termo "seita" vem do latim secta; o termo "heresia" vem do grego háiresis. Em ambos os casos a definição, em termos simples, nos remete à ideia de ideologia, movimento, doutrina ou linha de pensamento diferente de um credo ou de um sistema religioso ortodoxo (ou seja, oficial). É a deturpação de um sistema filosófico já instituído. Inicialmente, esses termos não possuíam o teor pejorativo que vemos atualmente. Com o tempo, as palavras Seitas e Heresias foram relacionadas à Apostasia, assumindo então uma conotação negativa. O próprio Cristianismo era tido como uma seita pelos judeus (ver Atos 24:5).

Aplicando isso no cristianismo, uma seita (ou uma heresia) é uma doutrina que desvia-se (parcial ou totalmente) dos fundamentos da fé cristã apresentados na Bíblia, que cremos ser a verdadeira palavra de Deus (c.f. Romanos 16:25-26).

Considerando a ortodoxia doutrinária Cristã, podemos estabelecer quatro caminhos seguidos pelas seitas:

  1. Adição: adiciona algo à Palavra de Deus, não considerando a Bíblia como único código doutrinário (ver Colossenses 2:8-9). Exemplos:
    • Mormonismo: diz crer na Bíblia, mas apenas em sua própria tradução (Tradução do Novo Mundo, publicada pela Sociedade Torre de Vigia). Além disso, afirmam que o Livro de Mórmon (supostamente concedido a Joseph Smith por um anjo em placas de ouro) também representam a palavra de Deus;
    • Espiritismo Kardecista: apesar de estudarem a Bíblia, os espíritas têm como base a doutrina dos espíritos codificada por Allan Kardec, utilizando um evangelho conhecido por "Evangelho segundo Allan Kardec".
  2. Subtração: retira algum atributo da Trindade. Exemplos:
    • Testemunhas de Jeová e Maçonaria: subtraem a divindade de Jesus, acreditando que foi apenas um profeta, mas não o filho de Deus (ver João 1:1, 14);
    • Legião da Boa Vontade (LBV): subtraem a natureza humana de Jesus, alegando que Ele não tinha um corpo real devido à sua natureza espiritual, mas que era uma manifestação ilusória (ver 1 João 4:3).
  3. Multiplicação: Exige mais do que crer em Jesus. Exemplos:
    • Seicho-No-Ie: nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de Seu sangue para a remissão de pecados, alegando que o pecado não existe (assim como no Xintoísmo) e que todos somos deuses. Consequentemente teríamos a "auto-salvação" (ver Atos 4:12);
    • Catolicismo Apostólico Romano: prega a intervenção de Maria e dos santos mortos junto ao Pai por nós, além da criação de seus dogmas (ver João 14:6).
  4. Divisão: divide a fidelidade entre Deus e a organização; prega que não existe salvação fora da religião. Muitas se posicionam como a restauração do Cristianismo Primitivo, que teria sucumbido à apostasia. Outras ensinam que todas as religiões são boas e eficazes  para a salvação (ver Gálatas 1:8). Exemplos:
    • Baha'i: diz que, segundo Deus, ela foi criada para unificar as religiões;
    • Adventistas do Sétimo Dia: pregam que por guardarem o sábado, serão os únicos a receberem a salvação;
    • Congregação Cristão no Brasil e Igreja Cristã Maranata: ambas são exclusivistas, alegando que não haverá salvação para cristãos de outras denominações.

Jesus já havia alertado-nos: "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos"[Mateus 24:11 ACF]. E é o que temos visto: muitos sendo enganados, com suas mentes cauterizadas por enganos e mentiras. Alguns ensinos são toscos, mas muitos outros chegam ser "fundamentados na Bíblia", de forma que enganam muitos os que afirmam conhecer as Escrituras. Temos de estar atentos e, como os cristão de Beréia (c.f Atos 17:11), buscarmos na palavra (através de um devocional guiado pelo Espírito Santo e de um estudo sistemático) se tudo aquilo que diz vir de Deus é realmente Dele (1 João 4:1).

"Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa" [1 Coríntios 15:34 ACF].




Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel
NVI: Nova Versão Internacional


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cristianismo e Maçonaria

"Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" [Mateus 4:10 ACF].

O tema "Maçonaria" nunca foi superado pela igreja, pelos cristãos. É um assunto que de tempos em tempos volta a ter destaque no meio evangélico. Muita especulação é observada, mas também pudera, estamos falando de uma organização secreta, quer dizer, discreta (como eles mesmos afirmam). Muitos afirmam que é só uma fraternidade homens bens-sucedidos e voltados à filantropia, outros afirmam ser uma sociedade satanista.

Não é o foco do presente texto discursar sobre as questões ocultas da Maçonaria, mas sim sua compatibilidade com a doutrina de Cristo. A própria Maçonaria afirma ser possível um Cristão ser Maçon; algumas igrejas concordam, outras não! Mas ao analisarmos as características da Maçonaria à luz das Escrituras podemos chegar ao veredito, pautado na Verdade.

A própria história da Maçonaria possui pontos de discordância entre seus membros. Sua origem é uma incógnita; uns afirmam que surgiu na Escócia, outros, em Londres. Há quem diga que a real origem da Maçonaria está relacionada à construção do tempo de Salomão, cuja história é observada em 1 Reis 6. Essa afirmação, no entanto, pode ser refutada facilmente. Primeiro, escritores maçons como Albert Pike e Jorge Buarque Lira dizem que as verdadeiras origens da Maçonaria estão ligadas a religiões místicas do Oriente. Além disso, em 2 Crônicas 7 vê-se claramente que o Templo está relacionado à existência de um único Deus, classificando os demais como falsos. Uma vez que a Maçonaria não adora um único Deus, admitindo em seus altares livros de diversas religiões (representando diferentes deuses), não podemos vincular o Templo erguido por Salomão com a origem da Maçonaria.

Um ponto colocado pela Maçonaria que, segundo ele, seria plenamente possível um Cristão ser Maçon é que a Maçonaria não seria uma religião. Vamos analisar, então, alguns detalhes da Maçonaria à luz das Escrituras.

Primeiro, a Maçonaria venera uma divindade chamada GADU (Grande Arquiteto do Universo), que mais adiante em seus ritos é apresentada como Jahbulon (que é uma união de JAH, nome de Deus no Salmo 68:4; BAAL, divindade cananeia adorada por Jezabel e condenada por Deus, como vemos em 2 Reis 10:27; ON, que simboliza Osíris, divindade adorada pelo antigos egípcios, de quem a Maçonaria tomou diversos simbolismos). Esse nome (Jahbulon) é adotado também por uma organização ocultista chamada Ordo Templi Orientis, que teve como líder Aleister Crowley (assumidamente satanista). Essa divindade obviamente que não representa YHWH (Javé, Iavé ou Jeová), o Deus da Bíblia, de Abraão, de Isaque, de Jacó. Diz a Palavra: "O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti" [Deuteronômio 6:13-14 ARA]. 

O GADU, dentro da doutrina maçônica, é interpretado como um deus único, mas sem uma definição específica, cabendo a quem o venera definir dentro de sua crença. Por exemplo: para os cristãos, GADU é venerado como Javé, para os muçulmanos é venerado como Alá, para os satanistas, como Lúcifer, e assim por diante.

Segundo, em seus próprios rituais, o livro santo que utilizam em seus altares depende da região geográfica em que está situada a Loja Maçônica (como são chamados seus templos). Em uma nação cristã, adotam a Bíblia como símbolo da presença e do governo de Deus. Contudo, em um país muçulmano, adotam o Alcorão, fazendo com que Alá seja venerado. E assim ocorre em nações com outras religiões. Diz a Palavra: "Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura" [Isaías 42:8 ARA].

Terceiro, a Palavra diz: "Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado" [Lucas 12:2-3 ACF]. Contrariando isso, a Maçonaria, segundo Nicola Aslan e Adolfo Terrones Benitez (reconhecidos escritores maçônicos),  utiliza três pontos (∴) como um artifício para ocultar o conteúdo de seus documentos aos profanos (que, segundo eles, são os que não fazem parte da Maçonaria). A utilização desses três pontos dá-se abreviando as palavras de forma que apenas os maçons tenha ciência de seu conteúdo. Seguem alguns exemplo da utilização desses três pontos: Ap∴ (Aprendiz); Al∴ (Altar); Maç∴ (Maçon); Maçon∴ (Maçonaria); A∴ M∴ (Aprendiz Maçon); M∴ M∴ (Mestre Maçon); S∴ M∴ (Soberano Grão-Mestre); S∴ A∴ do U∴ (Supremo Arquiteto do Universo).

Quarto, no rito iniciático do 1º grau (Aprendiz), é perguntado à pessoa de onde ela vem. A resposta deve ser: "Venho das trevas para a luz".  Diz a Palavra: "Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz" [Efésios 5:8 NVI]. Se um cristão está na luz do Senhor, como podem afirmar que estão nas trevas?

Quinto, Albert Pike em seu livro Morals and Dogma afirmou: "A Maçonaria está em busca da Luz. Essa busca leva-nos direto, como você pode ver, à Cabala". Disse também: "Todas as religiões verdadeiramente dogmáticas surgiram da Cabala e retornam a ela; tudo científico e grandioso nos sonhos religiosos dos Iluministas... todas as associações maçônicas devem a ela seus segredos e seus símbolos". A Cabala é uma filosofia esotérica ligada a várias seitas ocultistas. Além disso, em um livro chamado Os segredos da antiga bruxaria (The Secrets os Ancient Witchcraft - Arnold e Patricia Crowther) encontramos as seguintes palavras: "Nos ritos modernos da feitiçaria, encontramos termos e expressões que também são empregados na Maçonaria, na Alvorada Dourada, e em outras sociedades ocultistas".

Sexto, um dos símbolos tido como "mágico" dentro da Maçonaria para orientação do caminho que percorrem (Caminho do Diácono, como é conhecido) é chamado de "Árvore da Vida". Esse mesmo símbolo é utilizado, além da Cabala (citada anteriormente), em uma ordem ocultista chamada Astrum Argentum, fundada por Aleister Crowley.

Segue abaixo uma representação da Árvore da Vida, utilizada na Maçonaria, na Cabala e na Astrum Argentum:



Sétimo, a Maçonaria alega não ser uma religião, mas possui templos, um deus, doutrinas, batismos, iniciações, votos, altar, adoração, orações.

Oitavo, a Maçonaria nega a divindade de Jesus, colocando-o por igual junto a tantos outros profetas e pensadores. Diz a Palavra: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" [João 1:1, 14 ACF].

Nono, a luz que a Maçonaria procura, segundo Albert Pike, é lúcifer. Veja o que ele disse em seu livro Morals and Dogma: "Lúcifer, o portador da luz... É ele quem porta a luz? Não duvides". Albert Pike, certa vez disse aos conselhos supremos da Maçonaria: "... todos nós iniciantes dos graus superiores devemos preservar a religião maçônica na pureza luciferiana. Se lúcifer não fosse deus, será que Adonai, o Deus dos cristãos, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio dos homens, seu barbarismo e repulsa a ciência, será que Adonai, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, satanás é deus. Assim sendo, a verdadeira e pura religião é a crença em lúcifer, o deus de luz e bondade que está lutando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal".

Por essas  e tantas outras razões (as quais sequer precisam ser mencionadas diante das quais já elencamos no presente artigo) podemos afirmar que um Cristão, verdadeiramente temente a Deus, jamais pode filiar-se à Maçonaria. E uma igreja, comprometida fielmente com a Palavra de Deus, não pode aceitar em seu rol de membros e em seu quadro de obreiros membros da Maçonaria.

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor;E não toqueis nada imundo,E eu vos receberei;  eu serei para vós Pai,E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso" [2 Coríntios 6:14-18 ACF].



Legenda das versões bíblicas utilizadas:
ACF: Almeida Corrigida e Fiel
ARA: Almeida Revista e Atualizada
NVI: Nova Versão Internacional

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Bíblia e as doutrinas da Congregação Cristã no Brasil (CCB)

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim" [João 5:39 ARA].

Essa explanação não visa, em momento algum, desabonar membros da CCB nem tampouco exprimir juízos pertinentes à salvação de seus membros, pois a Bíblia mesmo cita (em Atos 4:12, e tantos outros versos) que é Jesus Cristo o autor de toda obra salvífica. No entanto, quando João (em 1 João 4:1) nos manda provar os espíritos para ver se procedem de Deus, mostra-se claramente a necessidade de avaliar, à luz de Deus, onde estão realmente fundamentadas as doutrinas que nos são pregadas.

Um dos pontos a se destacar é a ideia de exclusividade que há na CCB, onde apenas essa obra, segundo seus membros, conduz à salvação - na verdade, outras igrejas como as Testemunhas de Jeová, Mórmons, Cristã Maranata, etc, também dizem-se exclusivas na condução à salvação. A salvação, contudo, existe apenas em Jesus (c.f. Atos 4:12, João 14:6, 1 Timóteo 2:5) e não em uma determinada denominação; é seguindo-O que seremos salvos (c.f. Mateus 16:24, Marcos 8:34, Lucas 9:23) e não por conta de doutrinas feitas segundo o conselho de homens. Ele mesmo (c.f. Mateus 23:13) já repreendera os Fariseus pelo fato de se considerarem exclusivamente dignos da salvação.

Em Jeremias 7, Deus alerta seu povo acerca da condenação por conta do seu afastamento de Deus. Diz que o caminho da salvação está em andar conforme Seus preceitos, e não na confiança no Templo. A CCB sita as obras da salvação, mas omite as verdades bíblicas de que a exclusividade da salvação encontra-se em Cristo, e não sob os tetos de seus templos.

Outro ponto errôneo na doutrina da CCB é a crença da regeneração através do batismo, por conta de uma equivocada interpretação do texto em Colossenses 2:12. O texto em questão afirma que no batismo fomos sepultados com Cristo, mas que fomos ressuscitados (ou seja, tivemos nossas vidas regeneradas) através da fé no poder de Deus, que ressuscitou Cristo dentre os mortos.

Em Marcos 1:4 vemos que o batismo de João Batista, aquele feito nas águas, era para arrependimento; era um símbolo, uma cerimônia que ocorria logo após o arrependimento. Em 1 João 1:9 vemos que ao nos arrependermos, Deus nos purifica do pecado. Com isso, vemos que no momento do batismo, quando já nos arrependemos de nosso pecado, Deus já nos purificou. Ao crer que a regeneração provém do cerimonial do batismo, tiramos de Deus a glória que Lhe é devida e a colocamos nas obras das mãos humanas.

Não afirmo, contudo, a nulidade do batismo, pois segundo as escrituras: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" [Marcos 16:16 ARC].

Em Atos 9:18 vemos o momento em que Saulo de Tarso fora batizado pelo Espírito Santo, tendo sua vida regenerada por Deus. Não é mostrado no texto qualquer cerimonial batismal.

Outra falha é a crença na transubstanciação dos elementos da Santa Ceia. Creem que o pão e o vinho tornam-se de fato o corpo e o sangue de Cristo, respectivamente. Em Lucas 22:7-23 vemos o momento em que Cristo celebra a ceia com seus discípulos. Se de fato há a transubstanciação dos elementos da ceia, teria Cristo comido do próprio corpo e bebido do próprio sangue?

A salvação por meio de obras é outro ponto em que a CCB fundamenta sua doutrina. Contudo, a Bíblia é clara: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" [Efésios 2:8-9 ARC]. A Bíblia declara que nossa justiça é como trapo de imundícia (Isaías 64:6), que a fé em Deus é nos imposta como justiça (Romanos 4:2-5), que é a através da fé que somos justificados (Romanos 5:1), que é pela graça de Cristo que somos salvos (Atos 15:9-11), que é pela misericórdia de Jesus e pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo que somos salvos (Tito 3:5-6), que é crendo em Jesus que teremos a vida eterna (João 3:36). A Bíblia afirma que todos os que querem ser justificados pelas obras de obediência estão debaixo de maldição (Gálatas 3:9-12, 2 Coríntios 3:6-9).

Ao negar que é por meio exclusivo da graça e da misericórdia de Cristo que somos salvos, a CCB nega a necessidade da morte de Cristo e de Sua obra salvífica. Disse Paulo (c.f. Gálatas 2:21 NVI): "Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça vem pela lei, Cristo morreu inutilmente".

Uma outra negligência observada na CCB é a rejeição ao estudo sistemático das Escrituras. Segundo sua doutrina, o estudo bíblico é carnal e deve ser rejeitado. Se a busca pela verdade na Palavra de Deus é tida como errada, como comprovar que as doutrinas difundidas na CCB são realmente da parte de Deus?

Em Atos 17:11 vemos a história da igreja de Beréia, onde estudavam as Escrituras para ver se o que Paulo falava era a verdade. Ou seja, o padrão da verdade não era a afirmação do próprio Paulo que falava que vinha em nome de Jesus, mas sim as Escrituras. Vemos também em Atos 18:24-28 que Apolo tinha um conhecimento profundo das escrituras e sempre que discutia com os Judeus, provava  que Jesus era o Messias pelas escrituras. Textos como Salmos 119:97-99, Salmo 1:2Isaías 34:161 Timóteo 4:13, 2 Timóteo 2:15, etc, também mostram a necessidade do estudo das Escrituras.

Outra doutrina anti-bíblica da CCB é a do Sono da Alma: afirmam que a alma dorme inconscientemente após a morte, sendo despertada apenas no momento da ressurreição que Cristo promoverá no Dia do Juízo. Vemos que isso é uma incongruência com a verdade se analisarmos as histórias de Estêvão (Atos 7:54-60) e a parábola do Rico e de Lázaro (Lucas 16:19-31). Vemos em Lucas 23:43 Jesus afirmando a um dos bandidos que fora crucificado junto a Ele que naquele mesmo dia estaria com Cristo no paraíso.

A CCB é, também, cheia de dogmatismos doutrinários que não refletem as verdades bíblicas. Não permitem realizar casamentos nos templos, pois acreditam que são sagrados. Mas vemos na Bíblia que Deus não habita em templos feitos pelas mãos humanas (c.f. Atos 7:48 e Atos 17:24) e que nós somos a casa de Deus, Seus templos, Suas moradas (c.f 1 Pedro 2:5, 1 Coríntios 3:16 e 1 Coríntios 6:19). Não comemoram o natal (afirmando ser uma festa mundana), mas esquecessem-se que em Lucas 2:8-20 vemos anjos da parte de Deus comemorando o primeiro natal. Na Santa Ceia dizem que aqueles que a celebram com vários cálices estão alterando a Palavra de Deus, mas não há, nas Escrituras, qualquer determinação acerca da quantidade de cálices a ser utilizada.

Como já afirmei, não busco, com esse texto, desabonar os irmãos que congregam na CCB, mas apenas expor as verdades bíblicas contra as quais a doutrina da CCB se levanta. Não afirmo também que haja alguma denominação eclesiástica infalível, pois apenas Cristo o é. Oro apenas para que a verdade das Escrituras Sagradas sejam plantadas nos corações dos irmãos que congregam na CCB e que essa semente venha frutificar. Oro para que eles abram seus corações à Palavra de Deus e à Sua sã doutrina, testificada por Cristo e registrada na Bíblia.

"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!" [2 Coríntios 13:13 ARC].




Legenda das versões Bíblicas utilizadas:

ARC - Almeida Revisada e Corrigida
ARA - Almeida Revisada e Atualizada
NVI - Nova Versão Internacional